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domingo, 17 de maio de 2026

QUANDO A SAUDADE ENTRA SEM BATER.

 A saudade entrou sem bater à porta,

trazia o cheiro antigo da chuva no quintal,

um retrato esquecido sobre a mesa,

e o silêncio pesado de quem parte devagar.


Sentou-se ao meu lado como velha conhecida,

falou baixinho do tempo que não volta,

das mãos que um dia seguraram as minhas

e dos olhos onde eu morava sem medo.


A noite vestiu-se de lembranças,

cada estrela parecia chamar teu nome,

e eu, perdido entre memórias e distância,

aprendi que a saudade também ama.


Porque há ausências que continuam vivas,

como fogo escondido sob a cinza fria,

e há pessoas que o coração guarda

mesmo quando o mundo inteiro as leva embora.

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QUANDO A SAUDADE ENTRA SEM BATER.

  A saudade entrou sem bater à porta, trazia o cheiro antigo da chuva no quintal, um retrato esquecido sobre a mesa, e o silêncio pesado de ...