Feliz Natal

Feliz Natal

domingo, 26 de julho de 2015

Quero Me Casar Contigo

Quero me casar contigo
Não me abandones
Tenha compaixão
A coisa que eu tenho
Mais medo na vida
É saber que um dia
Posso perder teu coração
Não fale nem de brincadeira
Nem pense nunca nunca
Em me deixar assim
Viver sem ti
É perder o teu carinho
Meu Deus do Céu
Que será de mim ?

sábado, 11 de julho de 2015

Solidão II

Uma cama vazia de nada
Sorrisos que abalaram
Choro em cima da almofada
Dias e dias que se calaram

Não sinto o seu andar
Os gemidos do quarto do lado
A luz que tarda em se apagar
Um dormir de sobressalto

Solidão

Casa feita de nada e sem alma
Cozinha abandona de comida
E sala desfeita dos sorrisos
A porta entreaberta na esperança
Como tarda essa mudança 

Partiu e levou consigo o calor
Deixo que esse ardor me consuma
Sinto sim uma grande dor
Soletro a palavra amor uma a uma

terça-feira, 7 de julho de 2015

Solidão I




Sem querer viver a só na escuridão
Nos lamentos que tantos e tantos nos dão
Cada um com clareza deverá ter a sua visão
Sem depois querer dizer que foi ingratidão

O tempo passa devagar em duas vias
Ou quem sabe em quatro todos os dias
Mas amanhece sempre em solidão
E ninguém lhe quer dar a mão

Morre antes da morte
Sofre antes do flagelo
Fica à sua sorte
Ouvindo a musica do Mindelo

Serão uivos de escarnecer
Maleitas dos nossos tempos
Sinto falta de vocês sem adormecer
Sofro serão outros ventos

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Os dias mais longos...frios


A morte bateu à porta, num dia de tanta agonia.
Era tarde, nem sabia, se tinha ido o dia.
Magoei, eu sei, sinto isso dentro de mim.
Mas espero que não tenha sido mesmo o fim!
Nesta casa quadrada, quase sem nada,
Nem ventos nem gemidos, eu, só e a morte.
O calor já aperta, ou certo já nem isso me afecta.
As camas vazias, a sala desfeita e cozinha aberta.
Preso por fio na esperança da vida, um grito abafado
Sabendo eu que ninguém me ouvia nem o cão que latia.
Na rua sem gente, sem nada, sem sorriso, um lamento.
Os dedos tremem, o coração chora a toda a hora, sem saber o que fazer.
É a maior espera, aqui neste meu porto de braços atados e palavras de medo.

Que amanhã me perca….
Ou que alegria volte...

Passageiro