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domingo, 1 de novembro de 2026

AS TENDAS NÃO SE CALAM

 AS TENDAS NÃO SE CALAM.

Poema de resistência contra a repressão policial e a ascensão do fascismo.


Erguemos tendas sobre o chão,
onde a esperança ainda respira,
onde a revolta ganha voz
e a liberdade não se retira.

Não temos armas, temos palavras,
não temos muros, temos união,
temos a força de quem resiste,
temos o mundo no coração.

Mas vêm as botas pela noite,
os capacetes, a repressão,
os escudos contra os nossos corpos,
o medo imposto pela mão.

Arrancam tendas, rasgam sonhos,
batem em quem ousa ficar,
mas não há bastão nem algema
que faça uma ideia calar.

E a direita fascista avança,
vestida de ordem e tradição,
vendendo ódio como esperança,
chamando pátria à exclusão.

Querem-nos pobres, querem-nos mudos,
querem-nos de joelhos no chão,
querem que o medo seja lei,
que a obediência seja razão.

Mas cada tenda levantada
é uma bandeira contra o terror,
cada corpo que ali permanece
é uma semente de outro amor.

Não esquecemos outras noites,
nem os fantasmas da ditadura,
sabemos bem que o fascismo
cresce onde morre a ternura.

Por isso ficamos nas praças,
por isso voltamos a cantar,
porque a rua é de quem a vive,
não de quem a quer silenciar.

Podem levar os nossos panos,
podem cercar-nos de violência,
mas nunca conseguirão prender
a dignidade e a consciência.

Se o fascismo ergue a cabeça,
a resistência ergue a voz.
Se a polícia apaga as tendas,
mil outras nascem entre nós.

E quando a manhã romper
sobre as cinzas da repressão,
hão de encontrar-nos novamente,
de pé, unidos, em união.

Porque a liberdade não se implora,
nem se entrega à autoridade.
A liberdade constrói-se em luta,
com coragem e solidariedade.

E enquanto houver quem resista,
enquanto houver quem diga NÃO,
nenhuma bota fascista
será dona deste chão!

 

domingo, 25 de outubro de 2026

Quadro de Silêncios e Mar

 

Quadro de Silêncios e Mar

Figueira da Foz — Onde a saudade encontra o horizonte.

Pintei um quadro de silêncios e mar,
Com as cores dos sonhos perdidos,
Onde o vento insiste em murmurar
Palavras de amores esquecidos.

A serra, distante, contempla o infinito,
A chuva desenha saudades no chão,
E o mar, num lamento tão bonito,
Guarda segredos do coração.

Há olhares que ficam suspensos,
Entre as ondas e a imensidão,
Há abraços que vivem intensos,
Mesmo ausentes da nossa mão.

Na Figueira, o horizonte é poesia,
Onde o céu se confunde com o mar,
E a alma, perdida em nostalgia,
Procura alguém para amar.

O vento percorre a praia deserta,
Trazendo memórias de uma paixão,
E a noite, de estrelas coberta,
Desenha o teu rosto na solidão.

Há silêncios que dizem tanto,
Há distâncias que sabem doer,
Há amores escondidos no pranto,
Que nem o tempo consegue esquecer.

E fico a olhar este mar profundo,
Onde os meus sonhos vão navegar,
Como se não existisse mais mundo,
Para além deste eterno esperar.

Se um dia a saudade tiver cor,
Será azul como o mar ao luar,
E se o silêncio falar de amor,
Será a tua voz que irei escutar.

Porque neste quadro de vento e maresia,
Entre a serra, a chuva e o luar,
Ficou pintada a nossa poesia,
Num amor que o tempo não soube apagar.

E assim permanece o meu quadro… sem moldura, sem tempo, sem fim. Apenas o silêncio, a saudade e o imenso mar da Figueira da Foz.

Entre o Mar e a Serra II

 

🌊 Entre o Mar e a Serra

Nos horizontes da Figueira da Foz,

Há um amor perdido no vento,
Uma paixão que o mar não levou,
Há sonhos guardados no tempo,
E um olhar que a distância roubou.

Na imensidão da Figueira da Foz,
Onde o céu se deita sobre o mar,
Escuto nas ondas a tua voz,
Como um segredo que teima em ficar.

A serra contempla, em silêncio,
O mar que não cansa de sonhar,
E a chuva, num doce lamento,
Beija a areia para te recordar.

O vento traz memórias distantes,
De abraços que o tempo guardou,
De beijos, de sonhos errantes,
De um amor que nunca acabou.

Há olhares perdidos no horizonte,
Há saudades que ninguém consegue ver,
Há sentimentos que nascem na fonte,
E paixões que não sabem morrer.

E quando a noite abraça a cidade,
E o farol ilumina a solidão,
O mar murmura palavras de saudade,
Que adormecem dentro do coração.

Entre a serra, a chuva e o vento,
Entre as ondas e o céu sem fim,
Guardo-te em cada pensamento,
Mesmo que estejas longe de mim.

Porque o amor é como este mar,
Imenso, profundo, sem ter fim,
Pode a vida levar-nos para longe,
Mas há sonhos que ficam em mim.

E na Figueira, diante do infinito,
Onde o Mondego se entrega ao mar,
Fica um amor que nunca foi escrito,
Mas que as ondas não deixam apagar.

Pois há paixões que o tempo não leva,
Há olhares que nunca se vão,
E há um mar imenso na Figueira da Foz,
Que guarda dois sonhos num só coração. ❤️

Entre o mar e a serra, onde o vento conta histórias e a saudade aprende a amar…

sábado, 24 de outubro de 2026

 Quando a alma aprende a escolher a paz… 🤍

Às vezes, não é por deixarmos de sentir que chegamos às margens silenciosas da indiferença…

É precisamente porque sentimos demais.
Porque fomos marés a abraçar praias que nunca souberam acolher-nos…
Porque derramamos oceanos de ternura em terras que permaneceram desertas…
Porque acendemos estrelas em céus que nunca reconheceram a nossa luz…

E, sem darmos conta, fomos ficando vazios de tanto transbordar pelos outros.

Há um cansaço que não mora no corpo…
Mora nos recantos mais profundos da alma.
É o peso das palavras engolidas, das lágrimas que aprenderam a cair em silêncio, das esperanças que morreram lentamente à espera de uma primavera que nunca chegou…

É o desgaste de sermos abrigo para tantas tempestades, enquanto o nosso próprio coração ficava entregue à chuva.

Até que um dia… algo dentro de nós se aquieta.

Não há trovões, nem despedidas ruidosas.
Não há portas batidas, nem palavras lançadas ao vento.

Há apenas um silêncio diferente…
Um silêncio que já não dói.
Uma serenidade que nasce, delicadamente, sobre as cinzas de tudo aquilo que um dia nos consumiu.

E deixamos de culpar…
Porque compreendemos que nem todas as feridas precisam de encontrar um culpado para poderem cicatrizar.

Deixamos de esperar…
Porque aprendemos que nenhuma flor deve passar a vida inteira à espera de chuva num deserto.

Deixamos de insistir…
Porque até os rios, quando encontram demasiadas pedras, aprendem a procurar outros caminhos.

E deixamos de tentar reconstruir pontes que só nós atravessávamos, de regar jardins onde apenas cresciam ausências, de procurar calor em lugares onde o inverno parecia eterno…

Não é frieza.
Não é orgulho.
Muito menos crueldade.

É a alma a recolher as suas asas depois de tantas vezes as ter ferido ao tentar voar por quem nunca quis sair do chão.

É o coração a fechar, com delicadeza, as janelas por onde entravam ventos que lhe roubavam a paz.

É compreender que nem todas as batalhas merecem o sangue dos nossos sonhos… e que nem todas as histórias precisam de continuar para terem tido significado.

Porque há silêncios que são despedidas…
Mas também há silêncios que são renascimentos.

Há distâncias que não são abandono…
São caminhos de regresso à nossa própria essência.

E há uma indiferença que não nasce da ausência de sentimentos, mas da exaustão de um coração que amou, esperou, perdoou e resistiu muito para além das suas forças.

Até que, finalmente, escolheu descansar…

E talvez a mais bela forma de amor-próprio seja esta: deixar de oferecer a nossa luz a quem apenas nos devolve sombras.

Não é que tenhamos deixado de sentir…
É que aprendemos a não morrer um pouco por dentro de cada vez que sentimos.

Não é que o amor tenha desaparecido…
É que, depois de tantas tempestades, descobrimos que também merecemos ser porto, e não apenas barco à deriva.

E assim, sem rancor, sem revolta, sem necessidade de explicações, deixamos partir aquilo que já não floresce connosco.

Porque, às vezes, a indiferença não é o inverno do coração…
É a primeira brisa de uma primavera que começa dentro de nós.

E aquilo que parecia ser o fim de todos os sentimentos revela-se, afinal, o mais belo dos recomeços…

O instante sagrado em que deixamos de nos perder nos outros… para, finalmente, voltarmos a encontrar-nos em nós mesmos. 🤍

domingo, 18 de outubro de 2026

Entre o Rio e o Castelo

Entre o Rio e o Castelo



O Mondego corre manso,
leva o céu no seu caudal;
junto às margens, o descanso
tem o cheiro do juncal.

Montemor-o-Velho acorda
sob a luz da madrugada;
do Castelo, o olhar transborda
sobre a terra cultivada.

Nos Arrozais, a água espelha
nuvens brancas a passar;
o sol desce e põe vermelha
cada estrada de voltar.

Entre verdes Milharais,
ouve-se o vento crescer;
quem partiu guarda os sinais
do caminho para volver.

sábado, 17 de outubro de 2026

Entre a Serra e o Mar

 Entre a Serra e o Mar


Na serra, o vento ensina-me a sonhar,
E a pedra guarda o tempo da ternura;
Ao longe, o mar estende a sua alvura,
Como um caminho aberto por andar.

À mesa, a minha família é o lugar
Onde o pão repartido a vida apura;
Cada abraço me abriga da noite escura,
Cada voz me dá forças para amar.

Levo a serra comigo quando parto,
E o mar dentro do peito, largo e fundo,
Mesmo quando a saudade enche o meu quarto.

Se o sonho me chamar ao fim do mundo,
É desse amor primeiro que não me aparto:
Nele ganho raízes e me fundo.

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Rosas Vermelhas

 Rosas Vermelhas

No jardim onde a aurora se derrama,
nascem rosas de intenso rubro encanto;
guardam no peito o perfume e o pranto,
como um segredo antigo que se chama.

Cada pétala acende viva chama,
cada espinho protege o doce canto;
e o vento, ao carregá-las pelo campo,
leva o amor que em silêncio se proclama.

Rosas vermelhas, símbolos da paixão,
tingem de sonho a tarde passageira,
e aquecem com ternura o coração.

Mesmo quando chegar a primavera
ou quando se calar a última canção,
seu brilho viverá na alma inteira.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Passeio no jardim

 

Passeio no jardim



Caminho devagar pelo jardim,
onde a manhã desperta em flor,
o vento canta baixinho para mim
e o sol espalha seu calor.

Entre folhas verdes e jasmins,
vejo borboletas a dançar,
passarinhos fazem seus clarins
num concerto pelo ar.

A fonte conta segredos antigos,
a grama abraça meus pés,
e os pequenos amigos
são as flores, uma a uma, de uma vez.

No jardim encontro paz,
um lugar de sonho e encanto,
onde a natureza sempre traz
um sorriso em cada canto.

domingo, 17 de maio de 2026

QUANDO A SAUDADE ENTRA SEM BATER.

 A saudade entrou sem bater à porta,

trazia o cheiro antigo da chuva no quintal,

um retrato esquecido sobre a mesa,

e o silêncio pesado de quem parte devagar.


Sentou-se ao meu lado como velha conhecida,

falou baixinho do tempo que não volta,

das mãos que um dia seguraram as minhas

e dos olhos onde eu morava sem medo.


A noite vestiu-se de lembranças,

cada estrela parecia chamar teu nome,

e eu, perdido entre memórias e distância,

aprendi que a saudade também ama.


Porque há ausências que continuam vivas,

como fogo escondido sob a cinza fria,

e há pessoas que o coração guarda

mesmo quando o mundo inteiro as leva embora.

terça-feira, 12 de maio de 2026

O Encontro dos Versos

No silêncio que o olhar revela e cala,

Onde o tempo se perde em mansidão,

O sopro de um carinho logo exala

A força que domina o coração.

 


Há uma luz que de Isabel emana,

Como o brilho do sol no amanhecer,

Uma graça que a alma logo afana

E ensina o que é, de fato, o bem-querer.

 

E nesse rastro firme e generoso,

Marçalo escreve a sua própria linha,

Com um passo seguro e cauteloso,

Fazendo da sua mão a guia minha.

 

São nomes que o destino quis unidos,

Num laço que a distância não desfaz,

Dois corações em um só recolhidos,

Buscando no amor a mesma paz.

 

Pois amar é o encontro e o intervalo,

A rima que o destino enfim fiel,

Traz no peito a coragem de Marçalo

E a doçura infinita de Isabel.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

1º de Maio

             


 

No primeiro de maio, o sol desponta,

E em cada mão há força que constrói,

No suor que a dignidade afronta,

Ergue-se o mundo que o trabalho foi.


São vozes firmes, ecoando em luta,

Tecendo o pão, a estrada e a canção,

Na lida diária, a esperança bruta

Floresce viva em cada coração.


Que nunca falte o justo reconhecimento,

Nem se apague o valor de quem faz,

Do campo à fábrica, em todo intento.


Que o tempo honre o labor que nos refaz,

E neste dia, mais que um momento,

Celebre-se o trabalhador e sua paz.

sábado, 25 de abril de 2026

25 de Abril

 25 de Abril

Na noite calada, sem aviso,
ergueu-se um sonho indeciso,
pelas ruas de Lisboa a correr,
um povo inteiro a renascer.

Silêncio preso em tantas vozes,
anos guardados, tempos ferozes,
e de repente — a madrugada,
trouxe a esperança libertada.

Ao som de Grândola, Vila Morena no ar,
começou um novo despertar,
sem gritos de guerra ou dor,
mas com cravos vermelhos em flor.

Soldados e povo lado a lado,
um país inteiro acordado,
quebraram-se muros, caiu o medo,
nasceu abril, livre e cedo.

E desde então, em cada ano,
vive esse gesto soberano,
de nunca mais voltar atrás,
de ser livre — e querer mais.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Ausênsia

 

Quando a aragem quente
me chega aos lábios cansados,
traz um frio estranho —
não de inverno,
mas de ausência.

É o vento que já te tocou,
que já dançou nos teus cabelos,
e agora me encontra vazio,
como quem perdeu o rumo
no meio do teu nome.

O calor já não aquece,
arde sem luz, sem chama,
porque o teu riso não mora aqui
para incendiar os meus dias.

E assim, longe de ti,
até o verão se engana:
sopra morno,
mas no peito
faz-se inverno.

 

Amizade

 


Amizade é luz que não se apaga,

mesmo quando a noite é mais escura.

É mão estendida sem pedir nada,

é riso solto, é calma, é cura.

 

É estar presente no silêncio,

sem precisar explicar a dor.

É dividir o pão e o segredo,

é celebrar cada pequena vitória.

 

Amigo verdadeiro não conta os dias,

nem mede o tempo em favores feitos.

Ele chega sem aviso, sem armadilhas,

e fica, mesmo quando o mundo é estreito.

 

É o abraço que não precisa de motivo,

a palavra certa no momento exato.

É saber que, no meio do vendaval da vida,

alguém segura firme o teu barco.

 

Que a amizade seja sempre assim:

pura, sincera, sem disfarce ou fim.

Pois quem tem um amigo de verdade

carrega um pedaço do céu dentro de si.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

CASTELO DE MONTEMOR-O-VELHO


           No alto ergue-se o tempo em pedra fria,

Guardião de memórias e de vento,
Onde o Mondego, em branda melodia,
Reflete o céu num lento movimento.

 

Das muralhas ecoa a voz sombria
De um passado de glória e sofrimento,
E cada torre guarda a nostalgia
De um reino antigo, em firme juramento.

 

Olhar o castelo é ver a história
Gravada em cada fenda, em cada chão,
É dar ao silêncio antiga memória.

 

Ali repousa a alma da nação,
Entre ruínas vive eterna glória,
No peito aberto de quem vê com o coração.

sexta-feira, 27 de março de 2026

Os horizontes - Montemor-o-Velho

 Nos campos largos de Montemor-o-Velho,

onde o tempo caminha devagar,

desliza o velho Rio Mondego,

como um segredo que insiste em ficar.https://images.openai.com/static-rsc-4/lVNFPSIarz2WgtxaPFEf8WLx3ak8uUg5HqkA-L19oc-dYKXZSJa9nDrfasyF-k9ImsYC5wn2jqOwfl4eLfVIBknBL3CyLEdcX9XJ9m44hm3PrcvhJBzXalI2mssHyCH_3eCF9bTzxwxt4oVG1LqJSDF2b4MZblp-Ij9O8u98HkBbuM8g5g_rXixyvUFI00Tx?purpose=fullsize

Espelho de céu e de memórias,
o rio canta em voz serena,
leva histórias de outrora
e murmura a alma pequena.

Nos arrozais do Baixo Mondego verdejantes,
o vento dança devagar,
entre águas e horizontes,
há um silêncio a respirar.

Garças brancas pousam leves,
como versos por escrever,
e o sol deita ouro breve
sobre a terra a florescer.

Em Montemor, tudo é tempo,
feito de água, luz e chão—
um poema aberto ao vento,
um sonho em cada estação.

quarta-feira, 18 de março de 2026

Entre o Céu e a Serra

 

Entre o Céu e a Serra

 

No alto da serra, onde o céu se deita,
o vento sussurra uma canção perfeita.
Corre entre pedras, beija o arvoredo,
leva consigo segredos sem medo.

 

O azul se abre em infinito manto,
pintando silêncios, acalmando o pranto.
E ali, perdido entre nuvem e chão,
nasce o teu nome no meu coração.

 

O vento te chama em cada passagem,
traz teu sorriso na sua viagem.
E eu, na serra, de alma aberta ao ar,
aprendo contigo o verbo amar.

 

Se o mundo pesa, subo sem pressa,
procuro-te onde o horizonte começa.
Pois sei que o amor, leve como o vento,
vive no céu e em cada momento.

terça-feira, 17 de março de 2026

QUANDO EU PARTIR

 


Quando eu partir, não chores o silêncio,
há-de o vento contar-te onde eu fiquei.
Levará no sopro leve o que fomos,
e em cada brisa dirá que te amei.

Não me procures nas sombras vazias,
nem nas horas que custam a passar.
Estarei no riso das tuas memórias,
no jeito doce de ainda lembrar.

Quando o céu se pintar de saudade,
e a noite em ti quiser morar,
ouve o vento — sou eu, de mansinho,
a tentar teu nome chamar.

Guarda apenas as boas lembranças,
como quem cuida de um jardim em flor.
Porque no tempo que nunca se apaga,
vive tranquilo o nosso amor.


AS TENDAS NÃO SE CALAM

  AS TENDAS NÃO SE CALAM. Poema de resistência contra a repressão policial e a ascensão do fascismo. Erguemos tendas sobre o chão, onde...