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quarta-feira, 1 de abril de 2026

CASTELO DE MONTEMOR-O-VELHO


           No alto ergue-se o tempo em pedra fria,

Guardião de memórias e de vento,
Onde o Mondego, em branda melodia,
Reflete o céu num lento movimento.

 

Das muralhas ecoa a voz sombria
De um passado de glória e sofrimento,
E cada torre guarda a nostalgia
De um reino antigo, em firme juramento.

 

Olhar o castelo é ver a história
Gravada em cada fenda, em cada chão,
É dar ao silêncio antiga memória.

 

Ali repousa a alma da nação,
Entre ruínas vive eterna glória,
No peito aberto de quem vê com o coração.

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