No alto ergue-se o tempo em pedra fria,
Guardião de memórias e de vento,
Onde o Mondego, em branda melodia,
Reflete o céu num lento movimento.
Das muralhas ecoa a voz sombria
De um passado de glória e sofrimento,
E cada torre guarda a nostalgia
De um reino antigo, em firme juramento.
Olhar o castelo é ver a história
Gravada em cada fenda, em cada chão,
É dar ao silêncio antiga memória.
Ali repousa a alma da nação,
Entre ruínas vive eterna glória,
No peito aberto de quem vê com o coração.

Sem comentários:
Enviar um comentário