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domingo, 17 de maio de 2026

QUANDO A SAUDADE ENTRA SEM BATER.

 A saudade entrou sem bater à porta,

trazia o cheiro antigo da chuva no quintal,

um retrato esquecido sobre a mesa,

e o silêncio pesado de quem parte devagar.


Sentou-se ao meu lado como velha conhecida,

falou baixinho do tempo que não volta,

das mãos que um dia seguraram as minhas

e dos olhos onde eu morava sem medo.


A noite vestiu-se de lembranças,

cada estrela parecia chamar teu nome,

e eu, perdido entre memórias e distância,

aprendi que a saudade também ama.


Porque há ausências que continuam vivas,

como fogo escondido sob a cinza fria,

e há pessoas que o coração guarda

mesmo quando o mundo inteiro as leva embora.

terça-feira, 12 de maio de 2026

O Encontro dos Versos

No silêncio que o olhar revela e cala,

Onde o tempo se perde em mansidão,

O sopro de um carinho logo exala

A força que domina o coração.

 


Há uma luz que de Isabel emana,

Como o brilho do sol no amanhecer,

Uma graça que a alma logo afana

E ensina o que é, de fato, o bem-querer.

 

E nesse rastro firme e generoso,

Marçalo escreve a sua própria linha,

Com um passo seguro e cauteloso,

Fazendo da sua mão a guia minha.

 

São nomes que o destino quis unidos,

Num laço que a distância não desfaz,

Dois corações em um só recolhidos,

Buscando no amor a mesma paz.

 

Pois amar é o encontro e o intervalo,

A rima que o destino enfim fiel,

Traz no peito a coragem de Marçalo

E a doçura infinita de Isabel.

Rosas Vermelhas

  Rosas Vermelhas No jardim onde a aurora se derrama, nascem rosas de intenso rubro encanto; guardam no peito o perfume e o pranto, com...