Entre o Rio e o Castelo
O Mondego corre manso,
leva o céu no seu caudal;
junto às margens, o descanso
tem o cheiro do juncal.
Montemor-o-Velho acorda
sob a luz da madrugada;
do Castelo, o olhar transborda
sobre a terra cultivada.
Nos Arrozais, a água espelha
nuvens brancas a passar;
o sol desce e põe vermelha
cada estrada de voltar.
Entre verdes Milharais,
ouve-se o vento crescer;
quem partiu guarda os sinais
do caminho para volver.


