Música das Palavras
AS PALAVRAS SÃO UMA ARMA QUE DEVIDAMENTE PERFILADAS FEREM COMO LANÇAS E MATAM SEM DOR. SÃO ELAS QUE ALIMENTAM A MINHA VIDA OS MEUS SONHOS OS MEUS AMORES. IREI PERCORRER VÁRIOS CAMINHOS UNS ABRUPTOS OUTROS PLANOS, NALGUNS PREDOMINA O VERDEJANTE, NOUTROS OS CASTANHOS DA MINHA TERRA E ÁGUAS CRISTALINAS DESLIZANDO EM DIRECÇÃO AO MAR. VAI SER NESTA MESCLA DE ODORES SABORES E CORES QUE VOU PERCORRER ESTA TELA VIRADA PARA MUNDO.
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quinta-feira, 9 de abril de 2026
Ausênsia
Quando
a aragem quente
É
o vento que já te tocou,
O
calor já não aquece,
E
assim, longe de ti,
Amizade
Amizade é luz que não
se apaga,
mesmo quando a noite é
mais escura.
É mão estendida sem pedir nada,
é riso solto, é calma,
é cura.
É estar presente no
silêncio,
sem precisar explicar a
dor.
É dividir o pão e o
segredo,
é celebrar cada pequena
vitória.
Amigo verdadeiro não
conta os dias,
nem mede o tempo em
favores feitos.
Ele chega sem aviso,
sem armadilhas,
e fica, mesmo quando o
mundo é estreito.
É o abraço que não
precisa de motivo,
a palavra certa no
momento exato.
É saber que, no meio do
vendaval da vida,
alguém segura firme o
teu barco.
Que a amizade seja
sempre assim:
pura, sincera, sem
disfarce ou fim.
Pois quem tem um amigo
de verdade
carrega um pedaço do
céu dentro de si.
quarta-feira, 1 de abril de 2026
CASTELO DE MONTEMOR-O-VELHO
No alto ergue-se o tempo em pedra fria,
Guardião de memórias e de vento,
Onde o Mondego, em branda melodia,
Reflete o céu num lento movimento.
Das muralhas ecoa a voz sombria
De um passado de glória e sofrimento,
E cada torre guarda a nostalgia
De um reino antigo, em firme juramento.
Olhar o castelo é ver a história
Gravada em cada fenda, em cada chão,
É dar ao silêncio antiga memória.
Ali repousa a alma da nação,
Entre ruínas vive eterna glória,
No peito aberto de quem vê com o coração.
sexta-feira, 27 de março de 2026
Os horizontes - Montemor-o-Velho
Nos campos largos de Montemor-o-Velho,
onde o tempo caminha devagar,
desliza o velho Rio Mondego,
como um segredo que insiste em ficar.
Espelho de céu e de memórias,
o rio canta em voz serena,
leva histórias de outrora
e murmura a alma pequena.
Nos arrozais do Baixo Mondego verdejantes,
o vento dança devagar,
entre águas e horizontes,
há um silêncio a respirar.
Garças brancas pousam leves,
como versos por escrever,
e o sol deita ouro breve
sobre a terra a florescer.
Em Montemor, tudo é tempo,
feito de água, luz e chão—
um poema aberto ao vento,
um sonho em cada estação.
quarta-feira, 18 de março de 2026
Entre o Céu e a Serra
Entre
o Céu e a Serra
No
alto da serra, onde o céu se deita,
o vento sussurra uma canção perfeita.
Corre entre pedras, beija o arvoredo,
leva consigo segredos sem medo.
O
azul se abre em infinito manto,
pintando silêncios, acalmando o pranto.
E ali, perdido entre nuvem e chão,
nasce o teu nome no meu coração.
O
vento te chama em cada passagem,
traz teu sorriso na sua viagem.
E eu, na serra, de alma aberta ao ar,
aprendo contigo o verbo amar.
Se
o mundo pesa, subo sem pressa,
procuro-te onde o horizonte começa.
Pois sei que o amor, leve como o vento,
vive no céu e em cada momento.
terça-feira, 17 de março de 2026
QUANDO EU PARTIR
Quando eu partir, não chores o silêncio,
há-de o vento contar-te onde eu fiquei.
Levará no sopro leve o que fomos,
e em cada brisa dirá que te amei.
Não me procures nas sombras vazias,
nem nas horas que custam a passar.
Estarei no riso das tuas memórias,
no jeito doce de ainda lembrar.
Quando o céu se pintar de saudade,
e a noite em ti quiser morar,
ouve o vento — sou eu, de mansinho,
a tentar teu nome chamar.
Guarda apenas as boas lembranças,
como quem cuida de um jardim em flor.
Porque no tempo que nunca se apaga,
vive tranquilo o nosso amor.
terça-feira, 11 de novembro de 2025
sexta-feira, 7 de novembro de 2025
terça-feira, 7 de outubro de 2025
Poema ao Mar
Poema ao Mar
Mar imenso, voz antiga,
que embala sonhos e segredos,
teu azul canta à deriva
nas marés dos meus enredos.
Ondas vão, ondas retornam,
num vai e vem sem descansar,
como a vida, como o tempo,
como o amor a se buscar.
Teu perfume é sal e vento,
teu abraço é vastidão,
e em teu peito se dissolve
o silêncio da razão.
Quantas almas já tocaste?
Quantos barcos carregaste?
Quantos gritos afogados
no teu fundo sepultaste?
És espelho de um mistério,
és começo e és final,
és a prece do deserto,
és fronteira sem igual.
Mar, teu nome é liberdade,
teu destino, navegar...
e meu peito, em tempestade,
só queria te habitar.
quarta-feira, 1 de outubro de 2025
Despedida de Quarteira
Despedida de Quarteira
Deixo-te, Quarteira, com o coração cheio,
o mar ainda ecoa nas conchas do meu peito,
as ondas que embalam segredos antigos
ficam gravadas no silêncio do areal.
As gaivotas riscam o céu azul sem fim,
e o sol, que se deita devagar sobre o mar,
pinta de ouro a memória dos dias,
como se nunca quisesse apagar-se.
Levo comigo o cheiro a maresia,
o calor das tardes lentas,
o riso leve das crianças,
as ruas onde o tempo se esquece de passar.
Despeço-me, mas não parto por completo:
em cada passo fica um rastro de saudade,
em cada olhar, o desejo de voltar.
Quarteira, guardas-me sempre um lugar.
Ausênsia
Quando a aragem quente me chega aos lábios cansados, traz um frio estranho — não de inverno, mas de ausência. É o vento que já te to...
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Entre o Céu e a Serra No alto da serra, onde o céu se deita, o vento sussurra uma canção perfeita. Corre entre pedras, beija o arv...
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A travessia da dor entre sombra e esperança Primeiro ato: O nascimento do sofrimento No princípio, a vida surge envolta em mistério, ...
