Quando eu partir, não chores o silêncio,
há-de o vento contar-te onde eu fiquei.
Levará no sopro leve o que fomos,
e em cada brisa dirá que te amei.
Não me procures nas
sombras vazias,
nem nas horas que custam a passar.
Estarei no riso das tuas memórias,
no jeito doce de ainda lembrar.
Quando o céu se pintar
de saudade,
e a noite em ti quiser morar,
ouve o vento — sou eu, de mansinho,
a tentar teu nome chamar.
Guarda apenas as boas
lembranças,
como quem cuida de um jardim em flor.
Porque no tempo que nunca se apaga,
vive tranquilo o nosso amor.
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