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sexta-feira, 27 de março de 2026

Os horizontes - Montemor-o-Velho

 Nos campos largos de Montemor-o-Velho,

onde o tempo caminha devagar,

desliza o velho Rio Mondego,

como um segredo que insiste em ficar.https://images.openai.com/static-rsc-4/lVNFPSIarz2WgtxaPFEf8WLx3ak8uUg5HqkA-L19oc-dYKXZSJa9nDrfasyF-k9ImsYC5wn2jqOwfl4eLfVIBknBL3CyLEdcX9XJ9m44hm3PrcvhJBzXalI2mssHyCH_3eCF9bTzxwxt4oVG1LqJSDF2b4MZblp-Ij9O8u98HkBbuM8g5g_rXixyvUFI00Tx?purpose=fullsize

Espelho de céu e de memórias,
o rio canta em voz serena,
leva histórias de outrora
e murmura a alma pequena.

Nos arrozais do Baixo Mondego verdejantes,
o vento dança devagar,
entre águas e horizontes,
há um silêncio a respirar.

Garças brancas pousam leves,
como versos por escrever,
e o sol deita ouro breve
sobre a terra a florescer.

Em Montemor, tudo é tempo,
feito de água, luz e chão—
um poema aberto ao vento,
um sonho em cada estação.

quarta-feira, 18 de março de 2026

Entre o Céu e a Serra

 

Entre o Céu e a Serra

 

No alto da serra, onde o céu se deita,
o vento sussurra uma canção perfeita.
Corre entre pedras, beija o arvoredo,
leva consigo segredos sem medo.

 

O azul se abre em infinito manto,
pintando silêncios, acalmando o pranto.
E ali, perdido entre nuvem e chão,
nasce o teu nome no meu coração.

 

O vento te chama em cada passagem,
traz teu sorriso na sua viagem.
E eu, na serra, de alma aberta ao ar,
aprendo contigo o verbo amar.

 

Se o mundo pesa, subo sem pressa,
procuro-te onde o horizonte começa.
Pois sei que o amor, leve como o vento,
vive no céu e em cada momento.

terça-feira, 17 de março de 2026

QUANDO EU PARTIR

 


Quando eu partir, não chores o silêncio,
há-de o vento contar-te onde eu fiquei.
Levará no sopro leve o que fomos,
e em cada brisa dirá que te amei.

Não me procures nas sombras vazias,
nem nas horas que custam a passar.
Estarei no riso das tuas memórias,
no jeito doce de ainda lembrar.

Quando o céu se pintar de saudade,
e a noite em ti quiser morar,
ouve o vento — sou eu, de mansinho,
a tentar teu nome chamar.

Guarda apenas as boas lembranças,
como quem cuida de um jardim em flor.
Porque no tempo que nunca se apaga,
vive tranquilo o nosso amor.


1º de Maio

                No primeiro de maio, o sol desponta, E em cada mão há força que constrói, No suor que a dignidade afronta, Ergue-se o mundo...