No silêncio que o olhar revela e cala,
Onde o tempo se perde em mansidão,
O sopro de um carinho logo exala
A força que domina o coração.
Há uma luz que de Isabel emana,
Como o brilho do sol no amanhecer,
Uma graça que a alma logo afana
E ensina o que é, de fato, o bem-querer.
E nesse rastro firme e generoso,
Marçalo escreve a sua própria linha,
Com um passo seguro e cauteloso,
Fazendo da sua mão a guia minha.
São nomes que o destino quis unidos,
Num laço que a distância não desfaz,
Dois corações em um só recolhidos,
Buscando no amor a mesma paz.
Pois amar é o encontro e o intervalo,
A rima que o destino enfim fiel,
Traz no peito a coragem de Marçalo
E a doçura infinita de Isabel.
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