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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Ausênsia

 

Quando a aragem quente
me chega aos lábios cansados,
traz um frio estranho —
não de inverno,
mas de ausência.

É o vento que já te tocou,
que já dançou nos teus cabelos,
e agora me encontra vazio,
como quem perdeu o rumo
no meio do teu nome.

O calor já não aquece,
arde sem luz, sem chama,
porque o teu riso não mora aqui
para incendiar os meus dias.

E assim, longe de ti,
até o verão se engana:
sopra morno,
mas no peito
faz-se inverno.

 

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