🌊 Entre o Mar e a Serra
Há um amor perdido no vento,
Uma paixão que o mar não levou,
Há sonhos guardados no tempo,
E um olhar que a distância roubou.
Na imensidão da Figueira da Foz,
Onde o céu se deita sobre o mar,
Escuto nas ondas a tua voz,
Como um segredo que teima em ficar.
A serra contempla, em silêncio,
O mar que não cansa de sonhar,
E a chuva, num doce lamento,
Beija a areia para te recordar.
O vento traz memórias distantes,
De abraços que o tempo guardou,
De beijos, de sonhos errantes,
De um amor que nunca acabou.
Há olhares perdidos no horizonte,
Há saudades que ninguém consegue ver,
Há sentimentos que nascem na fonte,
E paixões que não sabem morrer.
E quando a noite abraça a cidade,
E o farol ilumina a solidão,
O mar murmura palavras de saudade,
Que adormecem dentro do coração.
Entre a serra, a chuva e o vento,
Entre as ondas e o céu sem fim,
Guardo-te em cada pensamento,
Mesmo que estejas longe de mim.
Porque o amor é como este mar,
Imenso, profundo, sem ter fim,
Pode a vida levar-nos para longe,
Mas há sonhos que ficam em mim.
E na Figueira, diante do infinito,
Onde o Mondego se entrega ao mar,
Fica um amor que nunca foi escrito,
Mas que as ondas não deixam apagar.
Pois há paixões que o tempo não leva,
Há olhares que nunca se vão,
E há um mar imenso na Figueira da Foz,
Que guarda dois sonhos num só coração. ❤️
Entre o mar e a serra, onde o vento conta histórias e a saudade aprende a amar…

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