AS PALAVRAS SÃO UMA ARMA QUE DEVIDAMENTE PERFILADAS FEREM COMO LANÇAS E MATAM SEM DOR. SÃO ELAS QUE ALIMENTAM A MINHA VIDA OS MEUS SONHOS OS MEUS AMORES. IREI PERCORRER VÁRIOS CAMINHOS UNS ABRUPTOS OUTROS PLANOS, NALGUNS PREDOMINA O VERDEJANTE, NOUTROS OS CASTANHOS DA MINHA TERRA E ÁGUAS CRISTALINAS DESLIZANDO EM DIRECÇÃO AO MAR. VAI SER NESTA MESCLA DE ODORES SABORES E CORES QUE VOU PERCORRER ESTA TELA VIRADA PARA MUNDO.
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quarta-feira, 7 de setembro de 2022
terça-feira, 6 de setembro de 2022
sábado, 13 de agosto de 2022
A NOSSA PRAIA
Entre o sol e o mar deste meu País
Nas palavras e nos sons de encantar
Em praias lindas vai desaguar o Liz
E momentos únicos de embalar
Foram tantos os sonhos que fizemos
Alguns ficaram mesmo dentro do lar
Muitos deles que nos propusemos
Ainda hoje procuram novo voar
Era terra cheiro e alegria
E os aviões ali mesmo ao nosso lado
Pela noite na praia bebia-se uma sangria
E por vezes ouvia-se tocar o fado
O cheiro a maresia era fatal
Era o nosso gosto a nossa viagem
Havia também dias de vendaval
Mas sempre foi a nossa paragem
sábado, 23 de julho de 2022
Música aos domingos.
Música aos domingos.
Coloco palavras sentidas neste papel que me alimenta
Com formas cores e muitos sons misturados ao vento
Depois fecho os olhos e recordo a tristeza sonolenta
Crianças com sorriso e o seu olhar de
desalento
E nestas cordas da minha viola dedilho uns sons
Que por muito maus que sejam são o meu alimento
Destas palavras bravas com sabor e alguns tons
Dos momentos que vivemos em pleno sofrimento
Ali mesmo ao nosso lado do outro lado do muro
Esse fogo que se alimenta da cobardia dos homens
Ao longe foge a criança perdida no seu murmuro
Não sabe para onde ir e tem medo dos lobisomens
É nesse olhar inquietante que reluz para nós
A mistura do medo da tristeza e da procura
De uma mão que lhe ensine a fugir do albatroz
Esvoaçando com fome esperando a captura
O sol se esvaia entre fumo e nuvens negras
Deixando para trás estes sorrisos perdidos no ar
O Homem esse continua a desgraça e sem regras
Destruindo o mundo dos seus sonhos e o seu lar
Esperança essa que tarda tanto em chegar
Dinheiros entram nem sabemos para onde vão
Salve-se quem o pode com sacrifício o apanhar
Porque tudo o mais é sorte e pura ilusão
domingo, 10 de julho de 2022
Cravos Caídos
Criei uma flor nos meus
sonhos sem odor
Queria que fosse minha
neste mundo em fogo
Em que ninguém hoje em
dia tem pudor
De desbaratar os
milhões com o seu amigo
Lá fora a pobreza
aumenta dia após dia
A fome volta a casa sem
pedir licença
A mãe já não tem leite por
covardia
Dum governo que nem nos
trata na doença
São sonhos perdidos de
muitos anos
Em que a liberdade
tardava em chegar
Ministros e secretários
muito levianos
E nós nem os podemos
denegar
Somos dos últimos da
Europa
E daqui não vamos sair
Talvez quem saiba se
volta a tropa
Para nos livrar destes de
decair
Lágrimas sonhos e os afetos
Partem sem querer mais voltar
O que vai ser dos nossos
netos
Se nem vontade temos de
lutar
sábado, 25 de junho de 2022
A ESPERANÇA É UM SONHO ACORDADO
Uma manhã diferente de tantas outras
No olhar levo a esperança de um povo
E um emaranhado de palavras soltas
Que muitos de vós me chamaram de tolo
Mas levo também muita esperança
De tempos idos em terras do Mondego
Que por demais deseje a lembrança
Adormeço neste meu sossego
Sonho com verdejantes arrozais
E das tardes calmas e quentes
Que por entre esses milharais
Deixei decerto algumas sementes
Agora a quilómetros de distância
Sinto o pulsar dessa minha gente
Possivelmente será a minha ignorância
Mas a vida faz-se correndo para frente
quinta-feira, 23 de junho de 2022
Vaga de espuma branca
Acordo de madrugada com cheiro a maresia
Abro a minha janela virada para este mar
E com o olhar no horizonte tudo o que eu via
Era a faina que dia após dia me fazia levantar
Com os remos nas minhas mãos fortes
Lanço-me sobre ondas de espuma branca
Por momentos fico entregue às minhas sortes
Que Deus me traga vivo para terra santa
Costa de Lavos que te deixo por momentos
Terra que um dia vi amanhecer
Somos Homens de muitos sofrimentos
Pela arte que dia após dia vamos vencer
segunda-feira, 20 de junho de 2022
Flor da Vida
Adormeço com o cheiro dos lírios do jardim
Que um dia inventei para ter só para mim
Pois nem jardim tenho nem pequeno quintal
Mas sonho com esse lugar tal e qual
Como desejo sonhar que saberei um dia escrever
Para que ao leres te sintas bem contigo mesmo
E me poderes devolver numa folha de papel
Uma palavra um verso ou um pequeno sorriso
Da janela do meu quarto que também não tenho
É grande claraboia para ver o espaço e as estrelas
Desse firmamento do meu e só meu pensamento
Que um dia sonhei que seria astronauta
Fiquei-me por tocador duma simples flauta
Que nos meus recantos de pausa mirando o mar
Julgava-me tocador encantado da serpente
Essa que vagueava sem parar na minha mente
Cerrava os meus olhos para voltar ao jardim
Sentir novamente esses odores agora de alecrim
Seria Páscoa como eu a recordava desde miúdo
Ouvindo os sinos da igreja lá da aldeia
Muitas vezes ouvi tocar para as carpideiras
Gritarem aos filhos que por lá ficavam
Longe de nós do outro lado do mar em terra alheia
Leva eu com mãos pequeninas a cruz de cristo
Depois de tantos enterrar já nem chorava
Porque as lágrimas essas já secaram
Das amarguras das tristezas e revoltas que não
paravam
De chegar à minha terra natal bem fechada
São imagens da infância que ficaram
E não partem
NA ONDA
NA ONDA
Na vida de muitas correrias
E tantas alegrias
Alguns dissabores
E tantas dores
Sorrio para os demais
Que se acham capazes
De me infernizarem
E nunca me amarem
Não
Aqui com o pé no chão
Dando-te a minha mão
Levantando-me a todo o momento
Sem sentir o sofrimento
Que me fazes ao coração
Ou pelo facto de não teres noção
Do que é amar em segredo
E nunca por nunca ter medo
De ir mais além
Na barca sem remos
A sentir o vento
Na dobragem do tormento
Com vista para terra
Nesse imenso horizonte
Seja de dia ou de noite
Na bolina sem pressa
Porque depois regressa
Ao porto de Abrigo
Esse é o meu destino
Deitar-me no chão
Com pedras desenleadas
Como eu me senti
Nos dias das abaladas
Ribombava
Neste meu mar que é teu também
quinta-feira, 16 de junho de 2022
Caminhadas pelas nossas Terras
Caminhamos lado a lado em lugares diferentes
Com mares rios e vales de muitas cores
De um lado mais frio do outro bem quentes
Mas nunca deixamos entrar rancores
Criamos em nós o sorriso afável
As palavras nos unem eternamente
A descontração essa inestimável
E o trato esse sempre premente
Lágrimas nos caem na entrevista
Porque o coração esse também chora
Seremos sempre um ser ativista
Na defesa do Associativismo na hora
Viagens pelas Freguesias da nossa terra
Gentes que cantam o trabalho duro
Seja nos vales ou em plena serra
Lá estaremos nem que vá de burro
terça-feira, 7 de junho de 2022
VIAGENS PELAS FREGUESIAS

Percorremos caminhos sublimes
Cheios de graça e grande beleza
Nunca por nunca os subestimes
A sua força e toda a sua firmeza
Momentos recordamos com saudade
Duma pandemia que muito levou
Não será por isso que na sua idade
Desistem e por nunca os derrotou
Abrem portas janelas e claraboias
Colocam água nos vasos sedentos
Seguram-se com força as suas boias
E desfrutam por isso todos os momentos
Viagens pelas Freguesias seguem em frente
Mesmo com muitos dos seus lamentos
Trazemos história de antes até ao presente
Que vos transmite em todos os momentos
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Na estrada solitária até ao monte Ouço o chilrear pelo caminho Um pouco de água daquela fonte Onde em pequeno me saciava devagarinho Quer...
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Percorri trilhos e vi vales verdejantes Acordei com a passarada pela alvorada Já tinha visto muito disto antes Quando vivi para lá da madr...