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domingo, 24 de abril de 2022

Última viagem

 


Última viagem

Toca o sino do alto do campanário

Na estrada empoeirada passa o enterro

Homem que vem de uma guerra

Fechado e sem alma

Choram as mães

Os filhos e os perros

Lá ao longe engravatado está o otário

Que o fechou entre tábuas e ferro

No meio deste vale e a serra

Colocam a bandeira na minha palma

Choram as mães

E colocam-no entre cerdos

Não chove

Não faz frio

Esse é o meu arrepio

A marcha termina o primeiro ato

Não vai haver desacato

Partiu

A vida essa continua

Com choros pela rua

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