Número total de visualizações de páginas

42169

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

P1

 

[PENSAMENTO]



A ferocidade do sabichão que respalda na arena

Que se imagina rei sem coroa em plena cena

Escondido por detrás de uma cortina visível

De um colonialismo desaparecido e miserável

 

Cai em si sem sentir o desprezo de quem vê

 

Comete constantemente o mesmo erro

Dos lambe botas da corte escondida

Nem em terras dos Filipes havia um perro

Do veneno de uma cobra ofendida

 

Nos corredores descobrindo o que lê

 

Ajuda quem não merece

Faz-se importante sem o ser

Chego a pensar que padece

De algo que não desejo dizer

 

Jerico com livros na albarda

Doutor que saiu de fininho

Não vale nada sem a farda

Valha-me Deus tocou o sininho

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

QUERIA TANTO...

  •  
  • ·        Queria tanto…
  • ·        Fechar os olhos e sumir para sempre deste lugar
  • ·        Sentir a brisa do mar no meu corpo e mergulhar
  • ·        Nas trevas dos incompreensíveis
  • ·        Que se julgam mais além dos possíveis
  • ·        Meio de viver e de amar
  • ·        Queria tanto…
  • ·        Sorrir para todos vós que me olham com desdém
  • ·        Seja aqui perto ou mesmo mais além
  • ·        Todos eles reconhecíveis
  • ·        E de certa forma bem amáveis
  • ·        Mesmo longe de casa longe do lar
  • ·        Queria tanto…
  • ·        Adormecer novamente no ventre da minha mãe
  • ·        Sonhar sim sonhar com dias melhores para quem têm
  • ·        Alegria e sonhos lindos dentro de si
  • ·        Sem desdenhar o do alheio para ti
  • ·        E juntos contruir um novo lar

sábado, 10 de julho de 2021

Poema com pigmentações.

 

Escrevo porque sinto essa vontade

Dos sentimentos e dos sabores da vida

São as palavras que movem a Liberdade

E sinto que não foi uma vida perdida

Tenho amigos de todas as cores de todas as raças

Sinto que fui bafejado pela gratidão

Liberto-me isso sim destas mordaças

E atiro as correntes ao chão

No sorriso do cansaço

Num final de dia de exaustão

Na nossa mesa ou no regaço

Julgo que cumprimos a missão

Somos todos diferentes

Somos todos pela mesma causa

Alguns muitas vezes ausentes

Mas sentimo-nos bem nesta pausa

Deus pátria e família

Desígnios de outros tempos

Vai agora um chá de tília

Esperemos por novos ventos


Nota: Dedico ao Grupo de Trabalho do Adriana


domingo, 28 de março de 2021

UM DIA MAIS QUE OUTRO

Nota do Autor

Cheguei a mais uma meta e espero que outras mais venham, cheias de amizade e saúde para ver crescer os meus filhos.

Os dias vão passando e quem diria que estaria neste momento a escrever para todos vós. Sim porque com as maleitas que por aí andam cheguei a pensar que ficaria pelo caminho.

São nada mais nada menos que sessenta anos de muitas experiências que como compreendem ficará para minhas memórias. 

Hoje aqui onde Portugal termina e o mar começa recordo uma terra que fica exatamente no oposto que em muito marcou a minha adolescência Bragança.

Mas é do Lorvão que vos venho falar, uma aldeia escondida entre montanhas pejadas de castanheiros, pinheiros e eucaliptos terra que me viu nascer.

Escrevo para vos contar uma pequena história, leva-me aos anos 60. Devíamos estar em 1967/68, a benjamim da família rondava os três anos e nessa altura resolveu fazer testes para paraquedista e ao lançar-se da janela de um primeiro andar dos altos, ficou roxa, azul e sei lá mais que cores que os demais ficamos todos a olhar sem saber o que fazer. Infelizmente dessa altura só ela ainda está entre nós, sei que amanhã a minha mãe me vai ligar como sempre o fez durante muitos anos, dizendo: - “Filho foi ontem não foi?” onde esteja vai ter que esperar mais algum tempo.

Tantas e tantas histórias e historietas que tenho para contar, mas fica para outro dia.

Deixo isso sim um poema.

 

UM DIA MAIS QUE OUTRO

A manhã está calma muito calma

Nas estradas vazias o vento sopra

E o mar esse no horizonte se espalma

Pelas frechas ele assopra

 

Quem diria que este seria o meu dia

Aqui no quinto virado para esse meu mar

E longe de todos os que eu aplaudia

Resta-me a satisfação de poder sonhar

 

Foram tantos e tantos dias de alegria

Que num poema não cabe tudo

Claro que em alguns eu sofria

Mas considero-me um sortudo

 

E agora aqui sentado vos escrevo

Neste dia muito feliz

Desejo um simples trevo

De quatro pétalas que condiz

 

Amanhã outro dia

Diferente do anterior

Enfim simplesmente sorria

Paz e muito amor

sexta-feira, 19 de março de 2021

PALAVRA

 


Na palavra

A força desta amarra que nos sustenta

O vento sopra

E em parte é ele que nos alimenta

Quem és

Dentro dessa redoma refugiado

Vais de lés a lés

Sinto-me um pouco angustiado

Mas não vês

Nesse teu sorriso vitorioso

Que perdemos

Se não lutarmos em uníssono

Quem seriamos

Se fosse tudo tão fácil

O que diríamos

Amém

Pai

Tantas coisas que ficaram por dizer

Só sei perdi muito em não conhecer

Os teus sonhos e muito do teu ser

Nos passeios pelas palavras ao entardecer

 

Por vezes refugiávamos nesses molhados

Recordações que ficávamos amargurados

Para quem perde alguns dos seus amados

Sabíamos que não voltaremos a olhá-los

 

Foram horas perdidas as que estivemos ausentes

Naqueles anos em Bragança bem quentes

Onde todos sofremos e ficamos doentes

Na alma no coração e nas mentes

 

Partiste sem te vergar

Senti isso no teu olhar

Por isso por tanto te amar

Perdoa-me um dia vou voltar

 

Hoje tão perto da solidão

Do cerrar os olhos e sentir o coração

Gostava de te dar novamente a mão

Enfim serve de alento esta oração


Ao Meu Amor

  Amor, em ti encontro meu abrigo, Nas horas de dor, és meu consolo. Teus olhos são estrelas que persigo, Teu sorriso é o mais belo ...