O bailado na sua magnitude
Por aves belas e airosas
Às vezes nós com atitude
Transportamos também rosas
Entregamos ao nosso amor
Brancas amarelas e vermelhas
Para que ela sinta o odor
Do amor e não das tristezas
AS PALAVRAS SÃO UMA ARMA QUE DEVIDAMENTE PERFILADAS FEREM COMO LANÇAS E MATAM SEM DOR. SÃO ELAS QUE ALIMENTAM A MINHA VIDA OS MEUS SONHOS OS MEUS AMORES. IREI PERCORRER VÁRIOS CAMINHOS UNS ABRUPTOS OUTROS PLANOS, NALGUNS PREDOMINA O VERDEJANTE, NOUTROS OS CASTANHOS DA MINHA TERRA E ÁGUAS CRISTALINAS DESLIZANDO EM DIRECÇÃO AO MAR. VAI SER NESTA MESCLA DE ODORES SABORES E CORES QUE VOU PERCORRER ESTA TELA VIRADA PARA MUNDO.
O bailado na sua magnitude
Por aves belas e airosas
Às vezes nós com atitude
Transportamos também rosas
Entregamos ao nosso amor
Brancas amarelas e vermelhas
Para que ela sinta o odor
Do amor e não das tristezas
Mar que navego sem medo
No descanso deste novo
dia
Vai ser sim o meu
segredo
Que há muito que não
via
Mil cores e odores
pairam no ar
E neste mar do meu encanto
Sinto-me quase a
navegar
Qual não será o teu
espanto
Queria saber voar
Para subir como Ícaro
Nunca mais voltar
Sim voar de braços
abertos
Planar nos meus sonhos
Ouvir sifónia nada em
concreto
Simplesmente voar
E lá do alto voltar e
voltar
Como se tivesse perdido
o norte
Mas com alguma sorte
Aprenderei a voar
Quem diria
Que este sonho
Se concretize um dia
De uma outra maneira
Dentro de um avião
Segurando a tua mão
Sim porque voar
Não sei
Mas sonharei
Porque não paga imposto
Daqui El-Rei
Retirei-me do meu sonho
a correr
Ou talvez mesmo sem
saber
E da tela sais-te formosa
Tão bela e airosa
Furiosa ou talvez não
Era apenas ilusão
Ainda estava a dormir
Queria ver-te a sorrir
Mas fugiste tão
depressa
Que eu também fui nessa
Voltei a adormecer
Afinal queria mesmo era
te ver
Luiz Pessoa
Sentir o teu olhar
mesmo que distante
Saborear os beijos mesmo
que seja miragem
É um amor isso sim constante
De versos loucos de
rimas e bobagem
Julguei um dia ter um
cavalo negro
De tão negro como a
noite escura
E todos os dias o
reintegro
Como fosse água da
fonte pura
Nas dunas da nossa
praia
Passeio devagar ao
sabor do vento
Mas ali estás tu para
que não caia
E parar este imenso
sofrimento
Alma que chora porque
deseja chorar
Lágrima que caí porque
deve cair
E é neste imenso mar
Que ambos vamos partir
Um
passo de cada vez para ter sorte
Olhar
inquieto pelo que te rodeia
O
mundo esse anda sem norte
Com
guerra fome e tudo o que odeia
Nos
versos que escrevo com sentimento
Lavo
a minha alma no meu pensamento
Mas
tenho bem certo neste momento
O
amor que existe cá dentro
Será
O
que quer que seja
A
música para os meus ouvidos
Será
Decerto
o desejo de partir
E
levar-te nos meus braços
E
ambos vamos a sorrir
Será
Fui devagar neste longo caminho
Nesta vida que sempre abracei
Algumas vezes estive sozinho
Mas nunca por nunca desertei
Depois foram os filhos
Os gatos que nunca tive
Nunca me meti em sarilhos
Onde quer que estive
Amigos mais que muitos
Outros infelizmente partiram
Alguns isso sim foram tontos
Mas esses também sorriram
Nas manhãs algures por Bragança
Aos pardais íamos a passear
Pa lá com toda a cagança
Para cá tristes e sempre andar
Formiga de asa em cabaça de abóbora
Ratoeiras perfiladas e de aço
Subíamos o lameiro
Era assim o dia inteiro
Sempre no mesmo passo
Quando acordamos e cansados nos sentimos
Quando abalamos e sozinhos vagueamos
Quando fugimos em algures ficamos presos
Quando despertamos e o sonho termina
Quando sentimos a música da nossa alma
Quando os livros esvoaçam em pleno dia
Quando as letras se unem na melodia
Quando termina este dia e volta a calma
Quando nos sentimos verdadeiramente ativos
Quando olhamos em paz o firmamento
Quando os filhos adormecem e nós vivos
Quando adormecemos finalmente
Nasci em terras entre montes verdes
Pinheiros castanheiros águas frias
Muito novo parti p'ra lugares
Dentro Portugal e além fronteiras
P'lo norte neve
frio boa gente
Abalei depois terras de Espanha
Quando voltei cortei cabelo rente
Num dia calmo entrei pela manhã
Fiz um caminho longo sossegado
Terminei com agrado algum tempo
Agora neste Algarve assentei
Novas vistas contigo ao lado
Filhos crescidos no sabor do vento
Mas ainda decerto que não ficarei
Carreguei a cruz sem o saber
Espinhos se me cravaram
na testa
Afinal é preciso muito sofrer
Até para dormir uma
sesta
Um copo de vinho
Um naco de pão
Pode ser mesmo tinto
Sentado em pleno chão
O vento esse assobia
Mas mantem-se tudo
quente
Há um canto de cotovia
E a lua está eloquente
Sobe a calçada
apressado
Desejo sentir o teu
pulsar
Por vezes ando um pouco
stressado
De tanto subir este
andar
Na mesa de tempos em
tempos
Repasto de chorar por
mais
Mas depois vêm outros
ventos
E todos vós vos calais
Nas palavras que deixei de escrever
Sentimentos que partiram sem asa
Em tardes calmas até ao entardecer
Vou lutar até ao fim por esta causa
Olhares perdidos no quarto escuro
Em odores vagueando pelo ar
Sou assim para lá de ser puro
Porque amar é sentir e desejar
Navegas em águas um pouco agitadas
Num mar que tem tudo para ser calmo
Ali bem perto vão terminar as gaitadas
Deste verão que passou a correr
Entre tantas coisas por fazer
E esse teu gosto de ler