Chegou
a minha hora de dizer adeus
Pelas
injustiças tantas vezes praticadas
Tenho
pena por todos e pelos meus
Mas
a vida não padece pelas horas dedicadas
Inveja
podridão ou simples reclusão
Quero
partir para não mais voltar
Deixa-me
sair pela minha mão
É
isso que pedes para desertar
Cambaleando
salto degrau a degrau
Até
chegar a minha liberdade
Vou
apanhar um comboio ou mesmo uma nau
E
voltar para minha cidade