
Cai a noite aos nossos pés
Que entorpecidos
pelo cansaço
Se deleitam
entre mantas
Procurando
o calor dos nossos corpos
Embebendo-se
em ternas palavras
E adormecendo
O assobio
lá fora embala os nossos corpos
E pela
noite dentro sentimo-nos muito próximos
Ora virados
a jusante onde o rio nos leva
No seu
doirado navegamos nas manhãs calmas
E ao
raiar da alvorada um som nos desperta
Do quarto
ao lado onde a fome chega
O seu
gemido nos faz despertar entre o gelo
O dia
começa
Estão
vivos neste Portugal em pedaços
Sem saber
o dia de amanhã
Mas ambos
munidos pelos mesmos laços
Sorriem
e nos fazem sorrir
Mesmo
no sofrimento damos alento
Afinal
o dia esta a começar
1 comentário:
Portugal pode estar em pedaços, mas desde que a nossa Alma permaneça inteira, haverá sempre esperança.
Um grande Beijinho, para um lindo poema.
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