AS PALAVRAS SÃO UMA ARMA QUE DEVIDAMENTE PERFILADAS FEREM COMO LANÇAS E MATAM SEM DOR. SÃO ELAS QUE ALIMENTAM A MINHA VIDA OS MEUS SONHOS OS MEUS AMORES. IREI PERCORRER VÁRIOS CAMINHOS UNS ABRUPTOS OUTROS PLANOS, NALGUNS PREDOMINA O VERDEJANTE, NOUTROS OS CASTANHOS DA MINHA TERRA E ÁGUAS CRISTALINAS DESLIZANDO EM DIRECÇÃO AO MAR. VAI SER NESTA MESCLA DE ODORES SABORES E CORES QUE VOU PERCORRER ESTA TELA VIRADA PARA MUNDO.
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quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Contra luz
Na estrada solitária até ao monte
Ouço o chilrear pelo caminho
Um pouco de água daquela fonte
Onde em pequeno me saciava devagarinho
Queria acabar de sonhar
Cessar de fazer tudo ficar quieto
Talvez quem sabe tentar voar
Desse medo que o tenho por certo
Dói-me tudo essa dor de dentro
Que me consome que me flagela
Uns dias me dão muito alento
Outros deixam deitado na viela
Vagueio por esses caminhos sem desenredo
Pelos cheiros que um dia tão bem conheci
Mas olho à minha volta é só arvoredo
Aparece então a tua imagem que reconheci
Entre o suor que passeia na minha cara
Nos tremores de me perder nesta terra
Encontrei-te foi uma coisa rara
Levar-te-ei até alto da serra
Juntos olharemos a nossa volta
Este azul que ainda existe nos seduz
Será por estes lados que abriremos uma porta
Com vistas para o mar com muita luz
Um passeio matinal
Uma manhã como tantas outras
O vento sopra de mansinho
Eu devagarinho
Passeio sem norte
Não que me queira perder
Mas unicamente o facto de viver
Sinto essa necessidade
De correr devagarinho
Pelo caminho
Sem oposições
Nem travões
Eu e o meu vento
Seja ele forte ou fraco
Unicamente enamorado
Num único passo
Esse pode até ser compassado
Recorda-me alguém que desejo seguir
E que pelo facto de ser pequeno tenho de correr
Não que ele fuja
Mas pela pressa de o acompanhar
Esta manhã faço-o sozinho
Não vejo os pássaros da mesma forma
Nem as cores coloridas que sempre víamos
São mais negras desbotadas
E onde estão as pessoas enamoradas
Será que partiram
Ou simplesmente se esconderam
Para que se possa despertar
E continuar a andar
Que manhã mais sombria
Até parece domingo
Com esta brisa fria
Caindo por aí um pingo
Que agonia
Não cheira a nada
Perdi o olfacto
Que semanada
O carro apita e com razão
Vou pelo meio da estrada
E em contra mão
Tenho de parar para pensar
Mas nem isso eu desejo
Quero isso sim caminhar
Como se tivesse companhia
Mas quer o destino esta ironia
Voltar a casa onde todos me esperam
E todos vamos passear
Uns ao colo outros andar
Será que mais tarde me vou recordar
Destes passeios matinais
Ou destas tardes de família
O tempo o dirá
Porque hoje afinal e quarta feira
Não sendo dia de feira
É um dia normal
Do outro lado da janela
Um risco
Um grito
Um olhar
Um sorriso
Um suspiro
De tanto gostar deste mar
De tanto gostar desta brisa
Uma festa
Um beijo
Um aconchego
Um suspirar
Um cochicho
Um abraço
De tanto gostar de ti
De tanto poder namorar
Do outro lado da janela
Esses olhares pequeninos
Que nos deixam embevecidos
Que nos deixam amar.
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