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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Irrealismo do ser...

The Kid

Nas profundezas do irrealismo puro
Das minhas fraquezas doravante
Será nelas que me seguro
Nestas quadras para um trovante

Gritei de dentro de mim e ninguém me ouviu
Respirei com todas as minhas forças
Quem me entendia nunca o soube
Partiu algum tempo numa manada de corças

Sentir que o chão desaparece a olhos vistos
Que essa alma jovem à muito que te deixou
As dores são mais do que dores e menisco

São asas que deixaram e o tempo findou

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

LIBERDADE DA PALAVRA


A cada momento que passa no meu imaginário
Da criança que dentro de mim brinca às palavras
Um sonho voltando à realidade do meu diário
Expressão de Liberdade sem amarras

Sem sofrimento dor ou paixão
Até que chegue esse que me levará entre tábuas
Querendo somente viver com a tua mão
Onde nem lágrimas nem cânticos ouvirei

Deitado de braços cruzados nada pedirei
O sol esse que teime em partir em tardes de inverno
Que me aquece a alma e me deixa feliz
“pois é bebe” benjamim da família que sorri
De tantas marotices ter praticado
Hoje depois de horas sem fio em espera
Em corredores de dores tamanhas
E de paredes todas da mesma cor
Onde se sente nos ossos a dor

O sol voltou a roupa esvoaça amarrada
Soltando o molhado entranhado nas suas fibras
Mas sem liberdade de voar
Seja para algum lugar que tenha em mente
Longe do pensamento
Longe das gentes
Em qualquer lugar perto do mar
Turbulento como ambos gostamos

De sentir a LIBERDADE

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Navegar no sonho


Na distância de um braço ali mesmo ao meu lado
No beiral chilreando a todo o momento
Do dia que corre um pouco abafado
Será frio fome ou sede ou só mesmo lamento

Madrugada igual a tantas outras
Diferente pela luz que entra pelas frinchas
Reflexo no centro do quarto
No momento de acordar e estar farto
De estar só aqui na distância do tempo
Onde a corrente te ilumina
Mesmo em pleno dia
Á beira mar do teu imaginário
Ou simplesmente matinal
Diferente do presente
Numa viela de calçada portuguesa
Onde os toiros passarão naquele dia
Igual a tantos outros de anos anteriores
Mas diferente este ano pela tua presença
Como é bom sonhar neste mundo
Onde tudo corre de feição aos políticos
E nós de mãos atadas ao sistema
Embarcamos em naus sem remos
De velas desfraldadas pela tormenta
Sem rumo nem terra a vista
Eu o mar e o teu olhar
Adormeço e deixo-me navegar

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

A voz de minha mãe...


A chuva de mansinho pelo caminho se passeia
Descendo vagarosamente pela calçada
Da minha rua ali mesmo à saída da porta
Do lado de fora do coração que a suporta
As viagens de pequeno entre sonho e realidade
Pelos montes de castanheiros e musgo
Que nesta altura estavam pintados de verde
Na encosta do meu imaginário
Ali sim sentia-me na plena liberdade
Onde os deuses me falavam e num eco distante
O meu nome se ouvia
Lá ao fundo junto ao coreto onde brincava
Na ribeira onde os manéis apanhavam enguias
O Sol esse era o único que sorria
Olhei para sapatos de domingo
E o sorriso partiu
Afinal teria de descer à terra

E ouvir a voz de minha mãe

sábado, 2 de janeiro de 2016

Folhas caídas





Caíram castanhas molhadas
Afugentadas pelo vento do Norte
Ficaram no chão amontoadas
Simplesmente à sua sorte

Foram verdes e risonhas lá no pedestal
No cume das árvores ao meu redor
Por vezes na noite celestial
Abanavam sem pudor

Caíram assim de mansinho
Silenciosamente sem dor
Umas por ali outras no caminho
Esvoaçam sempre que sentia vapor

Agora amarguradas
E muito enlameadas
De mãos dadas
Seguiam o seu caminho…

sábado, 12 de dezembro de 2015

SIM!!!


Corri em terras movediças sem saber
Levantei pedras de rosa à beira mar
Quando dei por mim estava a escrever
Versos para meu amor sem rimar

Não desejo ficar só o resto da vida
Entre montes de frio e calor
Neste Alentejo sem igual
Onde se sorri só pelo seu amor

Caminhei dias por montes sem fim
Acreditei na palavra bem escrita
Entre o estolho a bolota e o jasmim
Foi por mim alguns anos descrita


Quando disse SIM

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Frio e que frio...


Nem chuva
Nem sol
Só frio pela madrugada
Não é nenhuma embrulhada
Simplesmente a vida
Que um dia se decida
Na montanha do meu País
Que sempre o quis
Das minhas palavras
Mesmo danadas
De saudade
Será da idade
Batem à porta
Será a sorte
De nada me vale
Afinal era um sonho
Tão medonho
Que o rio me levava
Esse furioso
Do lado de lá da vida
Despida
E cheio de frio

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Voo nocturno


Voar sem asas em modo seguro
Olhar na distância do nosso tempo
Brilho que nos deixa o olhar mais puro
Entre linhas do nosso alento

Sobre um muro que se encerra
Na madrugada do frio intenso
Algumas palavras se emperram
O amor esse é imenso

Há variações talvez da leveza
Desses sons muito baixos
Não essa não é avareza
Nem problemas com os tachos
O sol penetra pela janela entreaberta
Os pombos pavoneiam-se nas alturas
E lá longe a morte se esgueira
Aproxima-se com ligeireza
Retorna e se entorna em cima da mesa






 [LP]

sábado, 29 de agosto de 2015

------fim da linha----


Cinquenta e quatro anos depois…
Saltos e sonhos de pequeno
Esbarram na indiferença
Dos sentimentos
Cinquenta quatro anos depois
Voltou a solidão o medo o desconforto
A perda de ti mesmo no meio da multidão
A raiva quando te olhas no espelho
A fuga que te desperta o coração
Não quero perder-te
Mas o sofrer é algo que mata minha alma
Desgasta auto estima
E sonho da fuga para além das tormentas
Apodera-se do meu cérebro
Tudo vazio até a alma
Tudo frio a cama a comida o chão
As lágrimas brotam a toda a hora
A loucura não tarda em aparecer
E depois
Eu só no meio da multidão
Sem solução


Adeus filhos que amo muito FGFAL

Dança com os lobos...


Na procura de refúgios sem jeito
Dos tenneger’s dos tempos modernos
Acha que o que faz é bem feito
Em terras de Diana nos dias de sacrilégios

O vento que sopra sem jeito
O miúdo não deve achar piada
Dorme fora do sei leito
Por caprichos da manada

São saltos, danças, passeios…
Sentem-se os uivos da alcateia
Se forem pequenos os desvaneios
O tempo levar-nos-á a Galileia

Sinto a falta do barulho
Detesto esta bonança
Mas se for um grande mergulho
Vem vindo à nova dança...

domingo, 26 de julho de 2015

Quero Me Casar Contigo

Quero me casar contigo
Não me abandones
Tenha compaixão
A coisa que eu tenho
Mais medo na vida
É saber que um dia
Posso perder teu coração
Não fale nem de brincadeira
Nem pense nunca nunca
Em me deixar assim
Viver sem ti
É perder o teu carinho
Meu Deus do Céu
Que será de mim ?

ENTRE MAR...