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terça-feira, 7 de outubro de 2025

Poema ao Mar

 Poema ao Mar



Mar imenso, voz antiga,
que embala sonhos e segredos,
teu azul canta à deriva
nas marés dos meus enredos.

Ondas vão, ondas retornam,
num vai e vem sem descansar,
como a vida, como o tempo,
como o amor a se buscar.

Teu perfume é sal e vento,
teu abraço é vastidão,
e em teu peito se dissolve
o silêncio da razão.

Quantas almas já tocaste?
Quantos barcos carregaste?
Quantos gritos afogados
no teu fundo sepultaste?

És espelho de um mistério,
és começo e és final,
és a prece do deserto,
és fronteira sem igual.

Mar, teu nome é liberdade,
teu destino, navegar...
e meu peito, em tempestade,
só queria te habitar.

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Da minha janela vê-se o mar

 


Despedida de Quarteira

Despedida de Quarteira



Deixo-te, Quarteira, com o coração cheio,
o mar ainda ecoa nas conchas do meu peito,
as ondas que embalam segredos antigos
ficam gravadas no silêncio do areal.

As gaivotas riscam o céu azul sem fim,
e o sol, que se deita devagar sobre o mar,
pinta de ouro a memória dos dias,
como se nunca quisesse apagar-se.

Levo comigo o cheiro a maresia,
o calor das tardes lentas,
o riso leve das crianças,
as ruas onde o tempo se esquece de passar.

Despeço-me, mas não parto por completo:
em cada passo fica um rastro de saudade,
em cada olhar, o desejo de voltar.
Quarteira, guardas-me sempre um lugar.

Além do meu quarto